Desafios e tendências de governança em startups

Artigo, a partir da 4ª edição do Dialoga, mostra o papel do conselheiro durante estágios de maturidades das startups

  • 13/02/2023
  • Bruno Okamoto - 4ª edição IBGC Dialoga
  • Artigo

Para começar descrevendo o Dialoga Startups, gostaria de voltar ao ano de 2019, ano em que o IBGC lançou o e-book intitulado "Práticas de governança em startups & scale-ups, que trouxe várias recomendações de boas práticas para as startups em seus diferentes estágios (ideação, validação, tração e escala). Esse ebook serviu como base para a construção da discussão do Dialoga Startups de 2022, no segundo semestre, tendo como fundamento a ótica do papel do conselheiro durante os estágios de crescimento das startups.


A governança nos diferentes estágios das startups



Como funcionou a dinâmica para definir os temas e nortear os encontros?

No primeiro encontro, para descobrir quais eram os principais desafios aos olhos dos membros, dividimos a discussão entre o momento de mercado e o desafio das startups relacionados à governança, organizando grupos de 5 pessoas – em que cada grupo teve aproximadamente 45 minutos para discutir. Para ter um ponto de partida, o instrutor jogou algumas ideias de temas na mesa, como, por exemplo, os papeis do conselheiro, do advisor e do investidor nos diferentes estágios de maturidade das startups. No final, cada grupo apresentou um tema que acredita ser de interesse geral de debate para o Dialoga e para a comunidade. Os temas trazidos foram:

Grupo 1: Papel do conselheiro nas startups unicórnios e camelos
Grupo 2: Papel dos conselheiros em startups que tiveram down-round ou deram um stepback e não conseguiram se eleger para próxima rodada
Grupo 3: Papel do conselheiro, do advisor e do investidor em uma startup early-stage/late-stage
Grupo 4: Papel do conselheiro, do advisor e do investidor em uma startup early-stage/late-stage
Grupo 5: Papel dos conselheiros em uma startup early-stage/late-stage
Grupo 6: Papel dos conselheiros em uma startup early-stage/late-stage

Baseado no senso comum, definimos, então, que a temática de discussão nos próximos encontros seria o papel do conselheiro administrativo em startups early-stage e/ou late-stage.

Palestras e perspectivas sobre governança

No segundo encontro, tivemos a palestra do Felipe Dias, empreendedor e fundador da startup SQUID, que foi adquirida pela Locaweb. Felipe compartilhou como foi sua experiência com governança (ótica do empreendedor), e como foi importante ter uma boa estrutura para conseguir realizar a venda de seu negócio. Já no terceiro encontro, convidamos o conselheiro Nelzon Azevedo, que tratou sobre uma pesquisa realizada a respeito do nível de maturidade de governança e nos conselhos das startups. Veja gráfico abaixo:


Isso trouxe uma visão mais ampla sobre o tema, e concluímos as palestras tendo uma visão tanto do lado do empreendedor quanto do lado de um conselheiro administrativo.

Conclusão

Para finalizar o encontro, fiz uma dinâmica mais interativa com todos os membros presentes, através da ferramenta Miro. A dinâmica foi quebrada em 2 etapas:

1) Mapear os principais pilares de governança dentro dos 4 segmentos de uma empresa (Estratégia e sociedade; Pessoas e recursos; Tecnologia e PI; e Processos e accountability);

2) Tratar sobre o impacto dos pilares em startups early-stage e late-stage, sendo que o que diferencia os estágios é uma empresa que atingiu o Series A (rodada de investimento).

Como de praxe, cada pilar foi designado para discussão em um grupo com 5 integrantes, e foi dado o tempo de 1h30 para concluir o desenho dos pilares dentro dos segmentos e, por fim, 30 minutos para definição, entre todos, sobre o impacto de cada pilar na jornada de uma startup.

A governança nos diferentes estágios das startups


O resultado da fala foi muito interessante, porque trouxe a perspectiva de diferentes membros com experiências distintas, além do fato de que o engajamento entre os grupos gerou debates enriquecedores, os quais, por fim, geraram uma visão compartilhada dos principais pilares de governança nos diferentes estágios de crescimento de uma startup.

Então, podemos concluir que o papel de um conselheiro early-stage e late-stage, além de suportar as estratégias e as boas práticas nas empresas, é também trazer uma orientação e visão pragmática sobre a importância de cada pilar durante a jornada de crescimento do seu negócio.

Para saber mais sobre a próxima edição do Dialoga, clique aqui

Lista de materiais e artigos citados nos encontros

Este artigo foi produzido a partir da 4ª edição do IBGC Dialoga que ocorreu no período de agosto a novembro de 2022. A iniciativa se baseia na formação de grupos, a fim de criar espaços de debate entre pares, trazendo temas da governança corporativa em setores específicos. Na temporada, os grupos foram organizados nos setores: Agro, Empresas de Controle Familiar; Energia; Mudanças climáticas; Startups; Terceiro Setor e Varejo. Bruno Okamoto que assina este artigo, foi instrutor especialista do Dialoga – Startups, na edição.

Sobre o autor: Bruno é fundador e presidente do conselho da EUNERD, maior marketplace de TI do Brasil. Empreende há 10 anos no mercado de tecnologia de gig economy. Host do B2BCAST sobre cases de transformação digital e intraempreendedorismo, também escritor sobre Micro-SaaS e Micro Private Equity.

Este artigo é de responsabilidade dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião do IBGC.

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