Value Reporting Foundation promove integração dos relatórios corporativos

Em plenária sobre transparência e  prestação de contas especialistas comentam fusão entre IIRC e SASB

  • 08/10/2021
  • Gabriele Alves
  • Congresso

Em junho de 2021, a International Integrated Reporting Council (IIRC) e o Sustainability Accounting Standards Board (SASB) anunciaram, oficialmente, sua fusão para formar a Value Reporting Foundation. A ideia é alinhar mais estreitamente as ferramentas destas iniciativas, respectivamente o Relato Integrado e os Padrões Sasb, a fim de tornar mais fácil para as empresas comunicarem sua estratégia de longo prazo, além de fornecer uma visão mais abrangente sobre o desempenho dos negócios para investidores e outros stakeholders.

No dia 7 de outubro, durante o 22º Congresso IBGC, Lisa French, Chief Technical Officer da Integrated Reporting at Value Reporting Foundation e Denise Hiils, diretora de Sustentabilidade da Natura&Co Latam falaram sobre a fusão. Com moderação de Vania Borgerth, coordenadora da CBARI, representante do IBGC no IIRC, o painel intitulado “A prestação de contas a partir da criação do Value Reporting Foundation” faz parte do pilar “Transparência e Prestação de Contas”, da Agenda Positiva de Governança, proposta pelo IBGC. Confira a seguir, três destaques do bate-papo.

1) O que é Value Reporting Foundation?

“Somos uma holding, uma organização global com estratégia unificada com três princípios ou recursos principais. Esses recursos são: os princípios do pensamentos integrado; a estrutura de relatórios integrados: e as normas padrão Sasb. Também estamos apoiando os grupos técnicos que vão lançar um conselho internacional de normas. Vamos promover uma paisagem simplificada de relatórios corporativos”, iniciou Lisa French. A estratégia é evoluir e alinhar princípios de pensamentos integrados; apoiar a adoção no uso de todas as três ferramentas por empresas e investidores; demonstrar como o seu uso informa a decisão das empresas, além de buscar convergência e simplificação do cenário de divulgação corporativa.

2) Importância de medir os impactos

Denise Hiils, diretora de Sustentabilidade da Natura&Co Latam destacou a importância de medir os resultados e impactos do trabalho da organização e transformar isso em habilidade permanente. “Cada vez mais temos que desenvolver a habilidade de perceber como impactos e resultados estão sendo distribuídos para os stakeholders e geridos em seus riscos e potencializados como impacto positivo. Ao ter um frame claro, uma clara maneira de demonstração, evoluímos para aquilo que a gente chama de economia de stakeholder a partir do olhar que a gente tem hoje mais dedicado a investidores e shareholders. Na Natura, estamos comprometidos com a economia circular, em termos sociais e ambientais. Comprometidos com as questões que convivemos e, ao mesmo tempo, temos que administrar tudo isso com as formas biodegradáveis. Porque sabemos que nossos produtos geram impactos na água, no uso de recursos, no uso de plástico, por exemplo. Mas estar comprometido com isso aumenta nosso valor de mercado para conectar nossa agenda em coisas que nós geramos e impactamos e que operamos diretamente. A materialidade é saber se você tem conhecimento dos seus riscos e como está lidando com isso.

Postura das empresas em relação à sustentabilidade

Ao finalizar o painel, Vania Borgerth fez considerações sobre a postura das empresas diante dos reports e do desenvolvimento dos negócios. “Se os conselhos pudessem contratar especialistas para apoiar nessas questões seria bom, mas talvez essa não seja a única resposta para isso, pois não é algo para você deixar para a pessoa de sustentabilidade apenas. A sustentabilidade deveria fazer parte da gestão da empresa e do negócio. Você, por exemplo, não precisa entender sobre oxigênio para poder respirar, então, não é necessário ser proficiente em sustentabilidade para entender que se o seu negócio não for sustentável, então, não haverá negócio, não haverá planeta, não haverá seres humanos no futuro”, ponderou Borgerth.

A programação ao vivo do 22º Congresso do IBGC acabou, mas todo o conteúdo desta imersão de três dias no que há de mais relevante em governança corporativa segue no ar para os inscritos no evento. Todas as sessões estão gravadas e podem ser assistidas até o dia 25 de outubro. Saiba mais aqui.





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