Japão discute mais participação de mulheres em empresas inovadoras

Executiva da Goldman Sachs, que cunhou o termo "womenomics”, lança fundo para investir em startups com valores ESG

  • 11/06/2021
  • Equipe IBGC
  • Pelo Mundo

Em recente artigo do jornal The Japan Times, a ex-vice-presidente da Goldman Sachs Kathy Matsui, conhecida por pesquisas que mudaram a política governamental sobre as mulheres no trabalho, contou estar começando um fundo de risco que pode ajudar a colocar algumas de suas ideias em prática.  Uma delas é a criação de um novo fundo, que terá como objetivo investir dois terços de seu capital em crescimento para startups em estágio avançado no Japão. Com o outro terço em startups em estágio inicial no exterior.

A parte de governança do ESG pode ser interpretada para incluir coisas como garantir a diversidade nos conselhos corporativos, algo que as empresas japonesas muitas vezes lutam para alcançar. Segundo a matéria do jornal japonês, as mulheres representavam apenas 10,7% dos cargos nos conselhos das maiores empresas de capital aberto do Japão em 2020, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, abaixo da média da OCDE de 26,7%.

Ela publicou uma série de relatórios ao longo de 20 anos detalhando os benefícios econômicos do chamado "empoderamento" das mulheres, à medida que a força de trabalho do Japão envelhece e encolhe. Apesar de o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe ter defendido suas ideias, o país ficou muito aquém de uma meta de ter mulheres em 30% dos cargos de gestão até 2020, ano em que ele deixou o cargo. O Japão ficou em 120º lugar no índice de disparidade de gênero do Fórum Econômico Mundial para 2021.

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