“Startups podem ser mola propulsora para superarmos crises”

Para diretor geral do IBGC, Pedro Melo, o momento é oportuno para reflexões sobre como a inovação pode auxiliar a economia

  • 23/03/2020
  • Equipe IBGC
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Em todo o mundo, o modelo proposto pelas startups costuma ser bem visto não somente em momentos de bonança, mas também de adversidades. “A inovação desse tipo de negócio pode ser vista como uma mola propulsora para lidarmos e sairmos de situações de crise como a atual [Covid-19]”, defendeu o diretor geral do IBGC Pedro Melo durante a abertura da transmissão online do instituto que discutiu investimentos em negócios escaláveis na sexta-feira (20 de março).

O debate mediado pelo coordenador da Comissão da Comunidade de CCIs do IBGC, Oscar Boronat, recebeu o cofundador do ecossistema de inovação Leap KPMG Distrito, Gustavo Gierun, e o empreendedor Tiago Saldanha.

Para Gierun, passada a crise atual causada pela pandemia da Covid-19, a sociedade poderá tirar lições valiosas sobre suas interações online, suas formas de se relacionar e consumir. “De olho no futuro, temos investido muito em plataformas digitais para atender uma tendência de pulverização dos hubs de inovação”, contou. 

O empreendedor explicou como estruturar planos de negócios de projetos de startups desde a fase do investimento anjo, passando pelo momento do capital semente e o venture capital

Segundo ele, são estágios da rodada de investimentos utilizados pela Distrito: pré-análise da equipe do projeto, análise do time e do modelo de negócio, verificação e análises de KPI's financeiras e de marketing, análise de cenários de potencial de mercado valuation, processo de due diligence, investimentos em capacitação e seleção de pool ou grupo de investidores com maior sinergia e impacto no negócio e, finalmente, continuidade e acompanhamento do processo, abertura de portas no mercado, relacionamentos com investidores, elaboração de metas, estratégia, consultoria técnica e auxílio na execução do projeto.

Em quatro anos, Gierun afirmou que a Leap apostou em 21 startups, projetos que já conquistaram presença em nove países e criaram mais de mil empregos. Ele falou ainda sobre a governança que envolve o Distrito e demais investidores nos momentos de escolha dos investimentos, até a importância da implementação de práticas de governança corporativa desde os primeiros passos do negócio escolhido.

Já o empreendedor Tiago Saldanha, que está à frente de uma das startups residentes no Distrito, falou sobre a importância das trocas de conhecimento entre seu negócio e demais empreendedores presentes no hub de inovação. Saldanha contou um pouco da trajetória da sua startup, como ele procura por investidores visando uma parceria e não apenas aportes financeiros.


Veja a seguir a transmissão completa

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