Inteligência emocional é habilidade essencial para conselheiro de administração

Em evento no IBGC, Deborah Wright fala da importância da capacidade de interação com diferentes tipos de liderança e cultura

  • 03/10/2019
  • Mayara Baggio
  • Eventos

Discussão teve mediação da participante da Comissão de Inovação e coordenadora do Capítulo Rio de Janeiro do IBGC, Cátia Takoro 

“Inteligência emocional é fator essencial para um desempenho profissional construtivo em conselhos”, afirmou a conselheira Deborah Wright, mentora da Turma 4 (2019) do Programa de Mentoria, iniciativa do Comitê Diversidade em Conselho. Durante encontro voltado para as mentoradas do Programa na quarta-feira (2 de outubro) no IBGC, em São Paulo, ela defendeu que um conselheiro eficaz deve confiar que seus pares e colaboradores possuem um importante papel a cumprir, além de conhecimentos complementares que serão úteis para a companhia, o que leva ao respeito das diferentes formas de liderança e cultura.

Deborah, que atualmente é conselheira independente do Santander Brasil, falou de sua experiência no setor financeiro e da postura que considera ideal para profissionais em boards. Para ela, ações de escuta empática, principalmente com colegas que têm opiniões divergentes, ajudam a garantir um ambiente mais plural e rico. Deborah citou ainda a importância de comunicar ideias de forma clara, objetiva e embasada, diante do curto calendário de encontros que costumam ter alguns conselhos de administração e da extensa pauta de discussão das empresas.

Também palestrante do evento, a sócia-fundadora da consultoria Better Governance, conselheira da Vale e uma das fundadoras do IBGC, Sandra Guerra, reforçou as afirmações defendidas por Deborah. Sandra falou da governança como um produto final da interação do conselho, por isso a relevância de um relacionamento maduro entre os conselheiros. “Lidamos o tempo todo com múltiplos vieses que podem prejudicar o trabalho de mitigação de riscos do conselho, como excesso de confiança, supervalorização de informações internas ou dados equivocados”, explicou.

Segundo Sandra, que também é autora do livro A caixa-preta da governança, reforçou a importância da aplicação de mecanismos de gestão que minimizem vieses nocivos. “As mulheres, principalmente, contam com fortes habilidades interpessoais e de influência que devem ser usadas antes e fora das reuniões de conselho, a fim de esclarecer e amenizar situações enviesadas que prejudiquem a tomada de decisões dentro das companhias”, disse.

Presidente do conselho de administração do IBGC e com uma experiência de mais de 30 anos em conselhos , Henrique Luz apontou a governança corporativa como uma jornada. Ele detalhou seu processo pessoal de reflexão sobre a importância da integração de grupo e do exercício constante de empatia que é o trabalho em colegiado. O Programa de Mentoria foca no fortalecimento de uma rede de mulheres conselheiras no país. Atualmente em sua quarta edição, a iniciativa soma 100 mentoradas. O projeto é realizado pelo IBGC, ao lado de B3, Internacional Finance Corporation (IFC) e WomenCorporateDirectors (WCD).

Confira as últimas notícias do Blog IBGC