Comunicação e oratória: conheça a teoria das inteligências múltiplas

IBGC Dialoga explora estratégias de storytelling para o novo mercado

  • 29/06/2020
  • Equipe IBGC
  • Eventos

As definições dos diferentes perfis de inteligência humana inspiraram o debate do IBGC Dialoga de segunda-feira (29 de junho). Os facilitadores Leonardo Calixto e Andrea Monaco da YouExp explicaram técnicas de storytelling e influência pessoal para o novo mercado pós-crise em um encontro on-line e exclusivo para associados do IBGC.

Segundo Calixto, o ato de contar histórias está presente no dia a dia da humanidade desde seus primórdios e tornar esses episódios mais envolventes possibilita um alcance maior de pessoas e de sucesso, seja na esfera pessoal ou corporativa. “O primeiro passo de um bom orador é descobrir qual o seu perfil de comunicador, esse conhecimento trará a segurança necessária para que ele exponha suas próprias histórias”, afirmou. Na visão do facilitador, o storytelling é antes de tudo uma biografia, é sobre compartilhar intimidades.

Calixto detalhou a teoria do psicólogo americano Howard Gardner, da Universidade de Harvard, que categoriza os talentos natos humanos em sete inteligências múltiplas. “Todos os seres humanos possuem as sete inteligências, mas algumas são mais perceptíveis do que outras”, apontou.

A primeira delas seria caracterizada pelo perfil linguístico, em que a pessoa tem facilidade de convencimento de terceiros por meio das palavras, de maneira empática e eloquente. Já o perfil lógico-matemático abriga uma facilidade em lidar com dados, fatos e números, de forma pragmática, segundo ele. Enquanto isso, a inteligência espacial indica um contador de histórias que possui presença de palco, por exemplo, que lida bem com o movimento, e que possui uma visão mais ampla das situações. O perfil corporal, parecido com o espacial, está mais voltado para o movimento do próprio corpo, pautado pela necessidade do indivíduo de se expressar fisicamente. A quinta inteligência é a interpessoal, que prevê a motivação de terceiros, uma sensibilidade em perceber os sentimentos das outras pessoas. Na contramão, a intrapessoal diz respeito as pessoas resilientes com seus próprios objetivos, com capacidade de enfrentar grandes mudanças pessoais, boas ouvintes e muito fortes em contra argumentação. Por fim, a inteligência musical, também bastante contra argumentiva, é movida pela interpretação de sons.

O evento dividiu os 100 participantes em dois grupos a fim de testar os conhecimentos debatidos e identificar os perfis de inteligência por meio de atividades práticas. Andrea disse que a boa oratória passa por três etapas: respiração, concentração e naturalidade. “O corpo reflete os nossos pensamentos, a respiração acalma os pensamentos e o corpo, de modo que você tenha o controle do seu gestual”, explicou. Para ela, é importante também que o orador capte o maior número de informações possível sobre sua plateia antes de interagir.

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