“Cuidado com as pessoas vem em primeiro lugar”, enfatiza Pedro Melo

Em sua primeira entrevista ao Blog, diretor geral fala do desafio de chegar ao IBGC em um período de crise na saúde e comenta os novos planos do instituto

  • 20/03/2020
  • Equipe IBGC
  • Bate-papo
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Pedro Melo, diretor geral do IBGC

A rápida disseminação global do coronavírus (COVID-19) tornou o ambiente atual desafiador para toda a sociedade. Há três semanas à frente da direção geral do IBGC, Pedro Melo deixa claro que o cuidado com as pessoas envolvidas em todos os processos, dentro e fora do instituto, vem em primeiro lugar nesse momento.

“O que chamou atenção ao chegar no IBGC é o quanto as pessoas são apaixonadas pela causa. Tanto as equipes internas, quanto nossos associados e participantes em geral. O nível de engajamento e contribuição de qualidade é muito alto”, diz.

No bate-papo a seguir, Melo fala de seus primeiros desafios de gestão e da nova dinâmica de funcionamento do IBGC diante da pandemia, conta como tomou a decisão de deixar a KPMG, à qual dedicou boa parte de sua carreira, e comenta planos futuros de desenvolvimento para o instituto. Leia a entrevista na íntegra:

IBGC: Como é chegar em uma nova organização em um período tão desafiador?

Pedro Melo: É desafiador. Estamos lidando com um grau de incerteza muito grande, inédito. O IBGC e a sociedade estão reagindo de forma veloz e consciente. Há decisões de curto e longo prazo a serem tomadas, mas o cuidado com as pessoas vem em primeiro lugar. O que chamou atenção ao chegar no IBGC é o quanto as pessoas são apaixonadas pela causa. Tanto as equipes internas, quanto nossos associados e participantes em geral. O nível de engajamento e contribuição de qualidade é muito alto. Encontrei um grupo de talento, muito além do que eu imaginava. Além disso, o trabalho voluntário do associado é um ativo enorme do instituto. Por meio das comissões, temos mais de 400 pessoas aportando conhecimento direto sobre o mundo da governança. Tudo isso está sendo preservado e potencializado, mas levando as condições atuais – e com as revisões constantes que a situação exige de nós e de todas as organizações. Atualmente, nossa equipe está integralmente em sistema de teletrabalho e atuando de forma intensa na transição das atividades. O IBGC continuará entregando cursos e eventos, com a qualidade que é nossa marca registrada.

Quais são as mudanças que o IBGC pretende fazer em sua grade de atividades?

Devido à preocupação mundial com relação a Covid-19, o IBGC parou temporariamente suas atividades presenciais para reprogramá-las. Os cursos cujas aulas já tinham sido iniciadas estão ganhando uma grade de atividades on-line durante este período de pausa. Os eventos e as reuniões das comissões temáticas também serão convertidos em transmissões a distância. A partir da próxima semana, teremos transmissões via webinars que abordarão os temas mais importantes para este momento. Além disso, seguimos com os projetos que já estavam na pauta, como o lançamento de novos cursos a distância (EaD), os investimentos em infraestrutura – que se mostram totalmente alinhados a esse período de intensificação da atividade digital do instituto.

E como você vê o papel dos conselhos de administração neste momento?

Os conselhos estão reagindo rapidamente e levando em conta que estamos diante de uma crise de saúde. Mais uma vez: vejo que o mercado está adotando protocolos que visam cuidar das pessoas. Isso precisa ser reconhecido e valorizado. Sabemos que o impacto será enorme, apesar de não mensurável. Alguns setores estão sendo impactos pelo excesso de demanda; outros, pela drástica redução das atividades. Mas vejo que os conselhos estão fazendo seu papel. É hora de a organização se valer das ferramentas que já dispõe. Um plano de contingência de crise provavelmente não prevê a situação atual, mas aponta direcionamentos e ações que os conselhos têm a seguir.

Saindo um pouco do tema coronavírus, pode nos contar como foi a decisão de vir para o IBGC?

A KPMG prevê uma data de aposentadoria mandatória e eu estava há dois anos desse período. Procurava novos desafios para 2022, mas surgiu a oportunidade de participar do processo seletivo do IBGC. O que me fascinou com a possibilidade de fazer parte do instituto, do ponto de vista pessoal, foi o tema da governança corporativa – um assunto que sempre gostei. Atrelado a isso, o propósito “uma governança corporativa melhor para uma sociedade melhor” é apaixonante. Esta é uma causa que vai muito além da contribuição individual que eu poderia dar em outras atividades.

Quais os seus planos para o IBGC?

Como organização, o conselho do IBGC desenhou o exercício estratégico recorrente. Esse será o principal condutor do desenvolvimento da entidade. A meta é potencializar o que já está estabelecido. No time executivo, vamos construir os processos que levarão aos caminhos traçados pelo colegiado. Estou na fase de ouvir. Outro ponto, são as respostas do dia-a-dia, a serem dadas aos nossos stakeholders, e meu objetivo é entender como podemos olhar para essas demandas com qualidade e velocidade. Seguiremos trabalhando temas prioritários e daremos destaque para questões ASG (ambiental, social e de governança), por exemplo, seja por meio de cursos, eventos ou publicações de qualidade.

Envolvendo os capítulos, haverá alguma particularidade por parte da gestão?

Os capítulos são essenciais para o IBGC, pois viabilizam o nosso propósito, levam nossa mensagem além das fronteiras dos centros econômicos. A capilaridade faz parte da estratégia do instituto e queremos fortalecer ainda mais a estrutura atual. Assim que situação se normalizar no país, por conta das complicações envolvendo o coronavírus, devemos retomar nossa agenda de visitas a todas as regionais do IBGC.


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