Branding de governança

CEO da Interbrand conta como o tema ganhou os conselhos de administração do país

  • 10/01/2020
  • Equipe IBGC
  • Bate-papo

Beto Almeida, CEO da Interbrand

Branding pode até parecer ser algo novo, mas não é”. A afirmação do CEO da Interbrand no Brasil, Beto Almeida, está baseada na ideia de que as empresas sempre fizeram a gestão de seus ativos com mais ou menos ferramentas de análise. Segundo ele, nas últimas décadas os ativos tangíveis, ora tão importantes para a estratégia e sucesso dos negócios, não conseguiram acompanhar a valorização vertiginosa dos ativos intangíveis das companhias.

Neste contexto, as marcas tornaram-se o ativo de maior valor e capacidade de trazer resultados positivos e consistentes. O executivo com quase 30 anos de experiência em criação e gestão de marcas, entrega em 2020 uma análise sobre o IBGC e alguns de seus selos de certificação. “O real crescimento se dá quando a empresa coloca a marca no centro do negócio e parte de seu esforço diário é traduzir este pensamento em experiências relevantes, marcantes e cativantes em toda a jornada do consumidor”, defendeu.

Ao Blog, Almeida falou como os debates sobre branding passaram de uma disciplina das consultorias para um debate corriqueiro nos conselhos das empresas e no meio acadêmico. Veja a conversa na íntegra:

IBGC: No caso de uma organização como o IBGC, qual a importância da consolidação da marca?

Beto Almeida: Hoje em dia, em que vivemos em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais bem informadas, conectadas e com uma oferta de produtos e serviços crescendo exponencialmente em todos segmentos econômicos, garantir a lealdade do seu consumidor se tornou cada vez mais difícil seja para as ONGs, como o IBGC, ou qualquer outro tipo de empresa. As melhores marcas do mundo não estão mais usando um posicionamento estático, elas estão evoluindo constantemente junto com os negócios ao longo de suas trajetórias, alinhando perfeitamente as verdades humanas que servem com as experiências que fornecem e a economia que as sustenta.

Com essa constante mudança, abrir um espaço de diálogo com seus consumidores se tornou crucial para construirmos uma marca realmente relevante, que antecipa tendências, e com boa capacidade de resposta para entender, inovar e se adaptar rapidamente aos desejos de seus públicos.

Pode citar algumas constatações importantes sobre o projeto que está sendo desenvolvido no IBGC?

Antes de mais nada, é um privilégio poder fazer parte da história do IBGC. Sua reputação é algo impressionante e é muito gratificante ver uma organização brasileira com foco em excelência ter conseguido crescer e florescer em um ambiente tão complexo como o do nosso país. O IBGC é uma organização pioneira e que se destaca em diversos aspectos, seja pelo seu propósito de construir uma sociedade mais justa através da governança corporativa nas empresas, o que é mais do que relevante em nossa época, ou por ser percebido com um grande think tank sobre o assunto, mas também por ter se transformado em referência global em modelo de negócio sustentável e independente de ONG. E essa força de marca construída ao longo de sua história com seus diversos stakeholders externos e internos, tem sido o principal fio condutor para repensarmos a oferta de produtos e serviços, e toda a experiência que queremos proporcionar. Nosso desafio é usar essa força para continuar a influenciar e ser relevante para os nossos diversos públicos.

Qual foco traçado por vocês para uma entidade com as nossas características?

Um dos grandes objetivos que temos em projetos como o do IBGC, onde temos uma marca tão bem construída ao longo dos anos, é garantir que este mesmo sucesso alcançado até aqui não seja um impeditivo para entendermos juntos a necessidade de evoluirmos constantemente. 

O IBGC é uma organização que deve liderar a transformação do seu segmento, e para tanto, nosso foco está baseado em três grandes questões que, na verdade, devem ser comuns a várias outras empresas: quais necessidades e desejos iremos abordar com nossos públicos alvo? Através de quais experiências e pontos de contato? E qual modelo de negócios trará os melhores retornos?

Essas questões vão direto ao coração daquilo que uma organização precisa estabelecer para traçar seu curso em mercados em constante transformação, porém estabelecer uma trajetória clara é apenas o começo dessa jornada.

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