Como pensar a governança para inovação em saúde e educação?

Daniel Castanho, da  Ânima, e Kenneth Almeida, do Hospital Oswaldo Cruz destacam jornada de transformação digital nos setores

  • 07/10/2021
  • Renata Milagres
  • Congresso

A plenária principal do segundo dia do 22º Congresso Anual do IBGC trouxe o pilar Inovação e Transformação da Agenda Positiva de Governança como ponto de partida para a discussão “Sucesso e riscos numa estratégia de transformação digital”. O debate foi conduzido por Kika Ricciardi, conselheira de administração e de inovação, investidora anjo e mentora de startups e contou com a participação de Daniel Castanho, presidente do Conselho de Administração e sócio-fundador na Ânima Educação e Kenneth Almeida, diretor executivo de Educação, Pesquisa, Inovação & Saúde Digital do Hospital Oswaldo Cruz.

Para Daniel Castanho, as empresas de educação são as grandes protagonistas da inovação no mundo pós-pandemia. O dia a dia do mundo corporativo tende a convergir com os estudos. “Tem que ter uma clareza, uma lucidez, estar sempre por dentro do que estar por vir. Dentro desse conjunto, criar um empresa ambidestra, onde você está atualizado do que está acontecendo, onde você deve investir em um futuro muito próximo somado com a sua agilidade de errar, prototipar e fazer de novo, ai eu acho que você consegue criar uma empresa sustentável e prepara para esse momento em que a gente está vivendo”, reforçou.

O executivo ainda falou sobre a experiência na empresa com um modelo de governança que tem como foco o empoderamento e autonomia para os colaboradores, porém de forma organizada e com prestação de contas e transparência. “Na  Ânima cargo não entra em reunião. Quem decide é quem entende mais sobre o assunto. Para que todos tenham a liberdade de falar e discordar, de ser contra a ideia do cargo maior que estava naquela reunião. Aí sim você está incentivando o conflito de ideias, e isso é incrível”, reforçou Daniel.

Na área da saúde, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz tem 124 anos e sempre foi reconhecido por sua tradição, mas a busca pela modernidade sempre foi uma questão importante para a instituição. “Nós pensamos ao longo do tempo quais são os elementos tecnológicos que nos empurram em direção a inovação, mas sem perder a identidade. Esse é o equilíbrio mais difícil, mas é altamente relevante”, conta Kenneth Almeida.

Como exemplo de uma inovação adotada pelo hospital, o diretor apresentou um case onde, por meio da aplicabilidade da realidade virtual para exploração de partes do corpo humano em 3D, os médicos conseguem fazer um planejamento e reduzir 7 horas de cirurgia para 1h30. ”Tem um plano por trás disso, nós acreditamos nisso, mas também muito dessa visão de tentativa e erro. Nós vamos aprendendo e evoluindo”, destacou Kenneth.

Ao responder perguntas do público, os especialistas reforçaram a importância de ter um conselho ativo nas decisões estratégicas da empresa, um grupo heterogêneo capaz de ter contrapontos a fim de chegarem a ideias de fato inovadoras e também sobre dar voz a diferentes níveis hierárquicos e ter parceiros de todos os tamanhos. “Não existe competição para um país que precisa de cooperação”, encerrou Kenneth.

As plenárias e painéis são acompanhados via plataforma exclusiva apresentada pelo IBGC e todas as sessões têm tradução simultânea. O conteúdo também ficará gravado e disponível até o fim do mês para que os inscritos no congresso possam rever os melhores momentos e navegar pelas sessões simultâneas das quais não participou ao vivo. Fique por dentro aqui

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