Como a estratégia da sua organização está sendo gerenciada?

Autores compartilham práticas e recomendações para empresas vencerem o gap entre estratégia e execução

  • 20/03/2023
  • Cláudia Pagnano, Deborah Wright, Eliane Lustosa, Henri Vahdat, Paulo Iserhard e Roberto Fal
  • Artigo

Os desafios enfrentados pelas organizações, no mundo de hoje, não decorrem exclusivamente de fatores externos como concorrência acirrada, mudanças tecnológicas, regulamentações complexas, escassez de talentos e questões relacionadas à sustentabilidade, dentre outros. A forma como as organizações são gerenciadas pode, ao final do dia, fazer a diferença entre o sucesso e a entrega de um desempenho aquém do esperado.

É a partir dessa constatação que propomos o artigo “Comunicação da estratégia: práticas para ampliar resiliência e eficácia”, disponível no Portal do Conhecimento. Discutimos neste estudo o gap, muitas vezes observado, entre a estratégia de negócios de uma organização, e sua execução, e o papel que a comunicação empresarial, em um mundo altamente conectado, pode e deve desempenhar para tornar as estratégias mais resilientes e eficazes na geração de valor para as organizações e seus públicos relevantes.

Empresas de alta performance não fazem uma escolha dicotômica entre estratégia e execução, por entender que execução é o complemento essencial ao processo de planejamento de qualquer estratégia. Além disso, demonstram maior habilidade em conhecer as necessidades e interesses de seus múltiplos públicos, em se comunicar de forma transparente e tempestiva, em retroalimentar a organização com os insights obtidos e adaptar suas estratégias a diferentes contextos, mantendo sua relevância e vigor.

A nossa investigação sugere que ao invés de manter as discussões sobre estratégia confinadas a um círculo restrito de executivos e gestores, as organizações poderiam enriquecer os seus processos de reflexão, formulação e decisão estratégicas, ao incluir outras partes interessadas relevantes nesse processo.

Dentre as técnicas que recomendamos para se vencer o gap entre estratégia e execução indicamos o mapeamento dos públicos-alvo relevantes e de suas necessidades de informação, a construção de narrativas diferenciadas, a comunicação omnichannel, o alinhamento entre as comunicações interna e externa, e frequência e recorrência nas comunicações, dentre outros.

Além disso, dada a importância da comunicação para o sucesso organizacional, argumentamos que esta não deveria ser função de uma única área, mas uma responsabilidade compartilhada entre vários agentes da governança – comunicação institucional, RI, diretoria executiva e Conselho de Administração.

Acesse o conteúdo mencionado pelos autores, clicando aqui.


Sobre os autores: Cláudia Pagnano, Deborah Patrícia Wright, Eliane Lustosa, Henri Vahdat, Paulo Iserhard e Roberto Faldini – Membros da Comissão de Estratégia do IBGC.

Este artigo é de responsabilidade dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião do IBGC.

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