E por falar em Canadá

Artigo do grupo de estudos que antecede a jornada técnica do IBGC para o Canadá em 2020 traz curiosidades sobre o país

  • 05/12/2019
  • Autores Convidados
  • Artigo

O Canadá como um destino de governança corporativa, familiar e de inovação já foi tema neste Blog de entrevista com o coordenador do grupo de estudos sobre o país, Ricardo Lamenza. As pesquisas deste grupo sobre o país que abrigará a próxima jornada técnica internacional do instituto em 2020 resultam agora em algumas dicas e curiosidades sobre a cultura, a história e a economia canadense. Acompanhe a seguir o artigo elaborado pelo grupo de estudos Canadá. As inscrições serão abertas em 11 de dezembro, às 8h. Saiba mais e reserve sua vaga! 


Antes de nos aprofundarmos sobre os temas de governança e inovação no Canadá, vocês sabiam que:

O nome Canadá vem da palavra de origem indígena “kanata”, que significa “povoação pequena” ou “a vila”. Os aborígenes que viviam na região por volta de 1535 utilizaram essa palavra para explicar ao explorador francês Jacques Cartier o caminho para outra aldeia, onde hoje se encontra a cidade de Quebec. A partir de 1547, o nome passou a designar uma área mais abrangente. Todo o norte do Rio São Lourenço, ou rivière du Canada, nome utilizado até o começo de 1600. 

A chegada de novos exploradores e comerciantes de peles (voyageur) ampliou a área conhecida como Canadá e, no começo de 1700, todas as terras francesas eram assim chamadas, incluindo centro-oeste americano e extremo sul da atual Louisiana. O primeiro uso oficial do nome aconteceu quando, em 1791, a província de Quebec foi dividida em Upper Canada e Lower Canada; voltando a se unificar em 1841 e com o nome de Província do Canadá. A transformação como nome da nação veio a partir de 1º de julho de 1867, quando as províncias do Canadá Nova Scotia e New Brunswick tornaram-se domínio único sob o nome de Canadá.   

Diversidade

O Canadá tornou-se culturalmente diverso, sendo inadequado defender a presença de uma cultura unificada no país. É o primeiro país do mundo a abraçar o multiculturalismo. E muitos podem se surpreender com a profundidade e grau de diversidade presente no país. A diversidade cultural se inicia entre os canadenses de origem francesa (francófonos) e aqueles de origem britânica (anglófonos). Os de origem francesa eram mais religiosos, conservadores e respeitavam mais a autoridade do que os anglófonos. Essa situação se inverteu mas ambos, francófonos e anglófonos, convergiram em diversos valores associados ao meio ambiente, características associadas ao espaço de trabalho e crença que as instituições religiosas devem exercer pouca influência em políticas públicas (secularism).

Valores associados a responsabilidade individual e liberdade de mercado, liberalismo, são mais fortes nas províncias de Alberta, Saskatchewan e Manitoba do que em qualquer outra região do Canadá. Por outro lado, questões ligadas a igualdade são significativamente mais valorizadas e respeitadas em todas as províncias do Atlântico e Quebec do que em Alberta.

Pekwachnamaykoskwaskwaypinwanik.

Existe um lago canadense, na província de Manitoba, que recebeu um nome bem estranho e difícil de pronunciar. Seu significado é local onde pescamos trutas selvagens com anzol. Até aí tudo bem, o problema é que o nome do lago é praticamente impronunciável. A província fica bem próxima da fronteira com Ontário e bom… Você pode tentar falar o nome do Lago Pekwachnamaykoskwaskwaypinwanik. Mas caso você vá visitar o local é mais fácil dizer que conheceu o lago de Manitoba.

Maiores oscilações de temperatura

Toronto pode ser bastante fria no inverno e muito quente no verão. Se você achava que algumas cidades brasileiras têm bastante variação de temperatura é porque ainda não tinha conhecido Toronto. Os termômetros nessa cidade podem marcar 40oC no verão e -33oC no inverno. São praticamente 70oC de diferença. Já imaginou conviver com todo esse calor e depois com todo esse frio? O lado bom disso tudo é que a cidade agrada a todo mundo.

She Canada!

Leis para promover a igualdade de gênero junto com um bom acesso à educação e saúde fazem do Canadá o melhor lugar para ser mulher entre as maiores economias do mundo. No país número 1 do ranking do G20, as mulheres representam 45% da mão de obra canadense. Elas ocupam quase todas as posições, de motorista de caminhão a presidente de empresa, de pedreira a advogada.


Este artigo foi produzido pelo grupo de estudos que antecede a jornada técnica do IBGC para o Canadá em 2020. 
Fazem parte do grupo coordenado por Lamenza: Abdsandryk Cunha de Souza, Ana Maria Elorrieta, Ana Maria Gati, Ana Maria Pimenta de Almeida, Armando Henriques, Arthur Damasceno, Carlos Eduardo Cardoso, Célia Assis, Claudia Elisa Soares, Clemis Miki, Demetrio Souza, Demetrio Souza, Domingos Laudisio, Doris Wilhelm, Francisco Cespede, Giselia Silva, Gustavo Lucena, Helder Willi Kohs, Hélvia Barcelos Guerra, Izabel Vieira Szeremeta, João Decio Ames, João Henrique Larroude de Man, João Lencioni, Maria Beatriz Kowalewski, Michelle Squeff, Moacir Cavalcanti, Nelson Azevedo, Nelson Azevedo, Rafael Guidotti Noble, Rainer Lutke, Rainer Lutke, Renato Donatello, Ricardo Berer, Ricardo Roschel Rodrigo César Koetz de Castro, Sidney Severini Jr. e Simone Villaça Aguiar. 

Este artigo é de responsabilidade do grupo de estudos Canadá e não reflete, necessariamente, a opinião do IBGC.

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