10 perguntas proativas que todos os membros do conselho devem fazer

Harvard Business Review provoca reflexões sobre a necessidade de se entender as reais responsabilidades dos boards

  • 30/04/2021
  • Equipe IBGC
  • Pelo Mundo

Um artigo publicado na quarta-feira (28) na Harvard Business Review começa com uma frase categórica: ser um membro de conselho não é fácil. Simples assim. O texto foi escrito em conjunto por Andrew White, Tazim Essani e  Eric Wilkinson, todos experientes em atuação como membros de conselhos de administração e atuantes no cenário acadêmico do Reino Unido. 

A ideia central trazida pelos especialistas em governança corporativa é a de que, apesar de não ser um tomador de decisões no dia a dia, o conselheiro precisa assumir as responsabilidades de, por exemplo, um eventual fracasso corporativo. Os autores levantam questões sobre o que o conselho sabia e o que mais ele poderia ter feito nesses casos. E afirma que os membros dos boards terão que conviver com as consequências para sua reputação.

O texto ressalta o quanto muitos conselhos apenas veem o que lhes é apresentado e podem facilmente se tornar destinatários passivos de agendas criadas por CEOs e executivos seniores poderosos. Mas o artigo defende que os membros do conselho podem desempenhar um papel transformador em uma empresa. Simplesmente fazendo perguntas que criam um espaço para reflexão profunda e mudança estratégica - não apenas respondendo ao que o executivo apresenta e, em seguida, intervindo para lidar com uma crise quando as coisas se tornam difíceis.

Perguntas proativas para os boards

As 10 perguntas que os membros de conselhos podem fazer a si mesmos, destaque para as seguintes:

caso você planejasse a agenda, o que estaria nela?
o que o executivo não está lhe dizendo que você sente que precisa saber?
o que você vê sempre sendo discutido, mas nunca resolvido?
que você não sabe sobre a empresa que mais o preocupa?
como o mundo externo está mudando de maneiras que não se refletem nas conversas do conselho?
o que você não está discutindo e precisa falar?
estamos nos dirigindo a todas as partes interessadas, não apenas aos acionistas? Em caso afirmativo, como e qual é a ordem de prioridade?
estamos discutindo adequadamente questões de longo prazo, tanto internas quanto externas?
quão bem nos conhecemos e confiamos uns nos outros?
como descreveríamos a cultura da organização? Todos nós o descreveríamos da mesma maneira, e a cultura é consistente em toda a empresa?

Os especialistas afirmam ainda que algumas das perguntas podem também ser feitas com a presença de todo o conselho e do executivo, ou em uma sessão fechada do conselho sem o executivo. Ou mesmo apresentá-los a executivos individuais ou grupos deles e pedir-lhes que reflitam, respondam e forneçam feedback ao conselho. O segredo é ter mente aberta, ser curioso e fazer muitas perguntas para entender o contexto, os riscos, os desafios e as oportunidades que a empresa está enfrentando.

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